domingo, 10 de fevereiro de 2013

O zoológico que virou circo




Sempre gostei muito de animais, e com isso em minha infância ia frequentemente ao Jardim Zoológico. Era um lugar mágico, onde ficava admirando a beleza de animais dos quais só tive contato pela televisão, além de ficar lendo as plaquinhas e às vezes até anotava e fotografava os animais e colava tudo em um caderno.
Hoje após alguns anos de minha ultima visita retornei ao Jardim Zoológico de São Paulo, foi meio mágico pra mim quando meu pai me acordou e me contou que iríamos ao zoológico, então fiquei pronto de dez minutos (igualzinho criança ansiosa).

No percurso tudo ocorreu bem, chegando perto do zoológico pude começar a perceber algumas coisas estranhas, vendedores ambulantes oferecendo binóculos, chapéus, e alguns outros brinquedinhos sem muita utilidade, quando estávamos em frente à bilheteria pude observar que o lugar que eu “endeusava” em minha infância se tornou um centro de comercio ilegal (igual quando Jesus expulsou os vendilhões do templo [Mateus 21-12,13]).



Então pensei; “isso deve ser só um meio da população local aproveitar os visitantes”. Mas logo reparei que isso era um reflexo da mentalidade da população, sempre tive o zoológico como um centro de conscientização e informação sobre as espécies nativas e exóticas, e agora os visitantes tratavam os animais como atrações de circo.

E mesmo vendo tudo isso estava em uma euforia que não cabia em mim, todo alegre ao rever animais dos quais só me lembrava vagamente ou por imagens da internet. Lembro-me que quando me dirigia ao recinto do Condor, ouvi uma mulher de meia idade e de boa aparência pronunciar tais palavras:

“AHHHH nããão quero vê esse papagaio grande não”

Pode ser meio radical, mas me senti extremamente ofendido, como uma mulher feita pode fazer confusão entre um CONDOR e um PAPAGAIO, primeiro o Condor é da família do Urubu (Cathartidae) e o Papagaio é um Psitacídeo, sem contar o tamanho e coloração.



Logo depois do dessa cena que me causou embrulho no estomago, pude observar o máximo da falta de consciência, um homem fumando ao lado do recinto do Calau-Rinoceronte, e depois de acabar seu cigarro o individuo simplesmente jogou a bituca do cigarro de frente ao recinto, nessa hora não me contive e falei com o icônico ser que me disse que era só um “pássaro com o pico estranho” então após a rápida conversa com os ser de alma sebosa tentei achar algum guarda e não obtive sucesso.

O que me levou a pensar que o zoológico já foi um lugar educativo aonde se podia observar os animais sem um marmanjo do lado dizendo que o cheiro está ruim.
Penso que esses parques deveriam tomar medidas que levassem as pessoas a aprender e se conscientizar sobre a fauna e flora nativa e exótica, conhecendo um pouco sobre a biodiversidade. 

Talvez a solução fosse reformar as placas e colocar as visitas a serem monitorada por guias o que faria a maioria das pessoas se distanciarem do parque, e assim o lucro cairia e blá blá blá.
Então como sei que essas medidas são quase que impossíveis irei me ausentar de instituições que exponham seus animais como atrações de circo.


2 comentários:

Sa disse...

condor... papagaio... WTF??

Larissa Mocellin disse...

Ah que coisa mais liinda, exemplo!!

Beijinhos, Lari do http://bylarissamocellin.blogspot.com.br/ <3

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